Sobrevivência do grupo GPA é colocada à prova
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(Imagem: Jacques Lepine | Estadão)
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O Grupo Pão de Açúcar disparou um alerta que sacudiu o mercado financeiro. No balanço do 4º tri, a varejista admitiu "incerteza relevante" sobre sua capacidade de continuar operando devido ao aumento do endividamento e prejuízos persistentes.
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Os números do sinal vermelho: A dívida líquida subiu quase 50% anualmente, para mais de R$ 2 bilhões. Já a relação dívida/EBITDA saltou de 1,6x para 2,4x — ou seja, nem se a empresa usasse todo seu lucro de dois anos para pagar a dívida, ela conseguiria zerá-la.
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Mesmo reduzindo as perdas anuais para R$ 824 milhões, o déficit de capital de giro acendeu o alerta de crise de liquidez, fazendo as ações chegarem a cair mais de 8% ontem. O capital de giro da empresa está negativo em R$ 1,22 bilhão.
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Por que isso importa?
O GPA ocupa a 5ª posição no ranking das maiores varejistas alimentares do Brasil. Um player como esse admitir um risco de continuidade sinaliza uma crise de liquidez severa, colocando em xeque a sustentabilidade do negócio.
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Próximos passos: A administração agora corre para garantir o fôlego necessário e evitar uma interrupção nas atividades da companhia. O novo CEO Alexandre Santoro definiu prioridades claras de geração de caixa e disciplina financeira rígida — incluindo cortar custos fixos e renegociar prazos com bancos.
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